Criatividade em pauta

 

Recentemente fui convidado a escrever uma matéria que falasse sobre criatividade.

A abordagem que parti foi na dismitificação do processo criativo, e saiu hoje (03/04/2014) no Blog da Agência Trammit Comunicação.

 

Segue na íntegra:

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Muita gente acha que ser publicitário é pura diversão. Um mundo paralelo, com pessoas de bermudas, camisetas engraçadas, cabelos estranhos e horários nada comuns.  Vou te contar uma coisa: é um tesão, mas pra quem gosta.

Ser um bom publicitário é saber lidar com a rotina e a pressão, sem que isso te contamine. Afinal, não existe “desculpa” para a entrega de um trabalho sem graça.

Se você está satisfeito entregando jobs “legalzinhos”, repense sua profissão. Uma boa execução não é só válida para a sua vida na agência, mas fora dela também. É a sua pasta que está em jogo. Portanto, dê o seu melhor!

Uma dica importante é aprendermos a valorizar o nosso tempo. São muitos projetos e prazos relativamente apertados, portanto, use sua energia no que interessa. Pare de gastar energia com layouts caprichados no computador. Pegue seu lápis e papel e mãos a obra: use seu tempo para ter boas ideias. Encontrou a ideal? Aí sim foque no seu layout.

Acredite: você pode fazer uma peça chamativa, mas se não tiver um bom conceito por trás, será somente uma imagem bonita. Como disse Kléber Fonseca, redator da agência Africa e meu tutor na Escola Cucavocê não é um artista. É um vendedor que usa a arte como meio.

Outra coisa: uma ideia não é insubstituível. Se ela for reprovada, não feche a cara e faça qualquer coisa. Quando temos uma boa ideia, é sinal que podemos fazer mais 20. Faça esse exercício e você verá o quanto irá desenvolver seu lado criativo, além de ser mais valorizado pelos seus superiores.

Como sócio, posso dizer uma coisa: gostamos de quem rala. Isso é outro fator pra guardar na cabeça. Apesar dos horários loucos de uma agência, todo mundo sabe quem chega cedo, quem vai embora tarde. Quem se mata para inovar, quem luta por ideias e projetos melhores.

Isso tudo pra você entender que pra ser criativo é preciso amar o que faz. Você é um solucionador de problemas. E o segredo? Se envolva profundamente com o job e erre bastante. Quanto mais rabiscos de ideias, mais perto do êxito você chega.

 

Você não precisa ser um gênio pra ter uma boa ideia. Criatividade é fruto de muito trabalho e prática.

Mãos à obra!

Matéria: http://trammit.com/554/publicidade/criatividade-em-pauta

Dan Oliveira é sócio-fundador da Trammit Comunicação e atua como Diretor de Criação.

O Rei da Jovem Guarda e a propaganda da Velha Guarda

Um dos anúncios que deu muito o que falar na semana passada foi o da Friboi, estrelado pelo Rei Roberto Carlos.

O buzz negativo gerado foi muito alto, e dá pra entender muito bem a reação das pessoas.

Veja na íntegra:

Para se ter uma ideia, os comentários foram bloqueados para os usuários devido as ofensas ao rei, a marca e até o garoto-propaganda Tony Ramos.

A verdade é o seguinte: essas propagandas da “velha guarda” não colam mais como antes.

Xuxa e Monange; Sandy e Devassa, Roberto Carlos e Friboi.

A sensação é que as marcas ainda enxergam uma ingenuidade enorme no seu público-alvo, e isso não soa bem pra saúde da marca.

Essa utilização de celebridades para moldar o gosto popular não tem o mesmo apelo de antes.

Com a explosão das Redes Sociais, as pessoas são ouvidas. Elas não só absorvem a informação, como se posicionam.

Ou seja, antes você registrava que 1 milhão de pessoas foram impactadas com sua propaganda. Agora, é possível mensurar quantos não gostaram, e esse índice atrapalha a política do “falem mal de mim, mas falem de mim.”

Com um tom de comunicação bem teatral e “falso”, Roberto Carlos alega que o prato dele é o que tem um belo bife, muito bem servido por sinal.

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O vegetariano convicto há mais de 30 anos se rendeu aos encantos da Friboi.

A carne é muito boa ou o cachê? A era da inocência acabou.

Cadê o apelo criativo? O conceito do produto no cotidiano do consumidor?

Nunca dizer a verdade teve tanto valor.

Que as marcas entendam isso.

 

Reposicionamento da rede Chicken-In

Chicken-In é uma franquia bem tradicional brasileira.

Fundada em 1967, a marca nos convidou para reposicionar a marca no mercado, mostrando tradição, mas ao mesmo tempo, conversando com o público atual.
Duas medidas foram tomadas:
1) Data – Inserimos o Desde 1967 no logo, para focar em tradição.

2) Slogan – Notamos que “frango frito” é citado nas redes sociais como objeto de desejo. Dessa forma, fomos pra linha de “Loucos por Frango”, buscando o top of mind do setor.

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Big X Picanha no Ponto de Venda

Desafio:
A concorrência é árdua nas Praças de Alimentação.

Em pesquisas, notamos que muitas pessoas comparavam preços de lanches pequenos comparados ao nosso, além do preparo mais artesanal.

Dessa forma, com o foco em mostrar porque o lanche da franquia Big X Picanha vale a pena, foi desenvolvido a chamada e as peças para serem colocadas na Praça de Alimentação dos Shoppings que a marca está presente.

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